terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um trecho de Divã...


Somos todos virgens, Lopes. Virgens antes do primeiro beijo, antes do primeiro dia em que andamos de táxi sozinhos, antes do primeiro emprego. Quem morre sem nunca ter ido a Veneza, sem nunca ter tido um filho, sem nunca ter amado, morre virgem igual, mesmo tendo transado com a cidade inteira. Somos sempre virgens de alguma coisa que ainda não nos aconteceu. 


Martha Medeiros

domingo, 11 de setembro de 2011

Palavras do muso!

Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais. 

Caio Fernando Abreu



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sabe o que eu quero dessa vida?

Eu quero conhecer Lisboa, seus bondes, seus becos, suas casas simetricamente iguais.

Quero ler milhares de livros até o fim dos meus dias.

Quero transformar vidas como professora.

Quero sobreviver dignamente como educadora.

Quero dar aos meus pais a mesma estabilidade que eles me deram quando eu criança.

Quero ter uma casa no campo, com um pomar com pés de laranja e tangerina, uma horta, uma varandinha com uma cadeira de balanço para eu me sentar nos finais de tarde e apreciar o fim de um dia lendo um bom livro.

Quero, também, uma casinha na praia, com uma janela com vista para o mar. 

Quero acordar ouvindo o barulho do mar, sentir a brisa fresca no meu rosto, passar as tempestades de verão olhando para o mar revolto e para os trovões e sentir paz.

Quero escrever livros e ser cumprimentada por alguém que os leu, e que diga: "bonito trabalho, suas palavras me servem de apoio, de incentivo..."

Quero curtir finais de tarde com os meus grandes amigos em um bar, bebendo e contando sobre como foi nosso dia, relembrando velhas e boas histórias, e planejando um fim de semana na praia.

Quero ter uma garrafa de uísque e usá-la com consciência nos melhores momentos, aqueles em que minha cabeça está conturbada e só me resta um papel, uma caneta e uma dose.

Quero casar vestida de branco.

Quero que a igreja seja decorada com lírios brancos.

Quero que meu marido seja o meu maior amor, meu amante, meu melhor amigo, meu fiel companheiro.

Quero ter a fórmula de fazer com que meu Benji preto viva comigo até o meu último dia e morra junto comigo.

Quero ter uma coleção de CDs de música instrumental.

Quero ter saúde.

Quero ter coragem, hoje e sempre. 

Quero um dia poder dizer: MISSÃO CUMPRIDA!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

E tem um fragmento de alguma obra do Caio Fernando Abreu em que ele diz: Talvez eu precise de férias, um porre e um novo amor.
E outro ainda: Você começa a precisar de outros lugares. E de outras pessoas. E de bebidas mais fortes.

Em suma, essas duas frases refletem o desejo momentâneo de mudar, de não suportar mais o atual presente e querer, ou melhor, precisar de um tempo para arejar a mente, de se afastar de todos aqueles que estão ao seu redor todo o tempo. O desejo de tomar um belo porre e esquecer tudo e todos!

Eu estava assim nos últimos tempos. Eram poucos os que eu suportava. Na real, nem a mim eu suportava! Tudo parecia tão monótono, os dias eram tão arrastados. Nada acontecia, eram sempre aquelas responsabilidades rotineiras batendo a porta logo que o sol raiava. Nem dormindo eu conseguia ficar tranquila. Foram dias com muitos pesadelos, acredite!

O meu erro foi não ter recorrido a nada nem a ninguém. Deixei as trevas tomarem conta dos meus pensamentos e o mau-humor e a impaciência foram as consequências.

Houve um belo dia de sol, porém, em que tudo mudou: conheci algumas pessoas. Novas caras, novos sorrisos, novas relações. Isso me fez querer mudar a atual situação em que se encontrava minha vida.
Havia um problema maior, porém: já estava tão afundada em tal estado de insatisfação com o mundo que não sabia como me reerguer.

Surgiu uma luz: livros. Ah!, esses meus eternos companheiros sempre me salvam! Caio Fernando foi meu salvador. Ele era tão humano para entender tudo o que se passa dentro de uma pessoa e ao tempo tão divino para conseguir escrever toda essas complexidades do íntimo humano. 

Suas palavras começaram a mudar meus pensamentos, abriram meus olhos. 

O que fiz depois disso?

Comecei a perceber que não precisava de novos lugares ou de outras pessoas. O meu lugar sempre foi aqui, onde estou. Estou no meu lar, no lugar que cresci, imersa no meu passado construindo meu presente. 
As pessoas que estão ao meu lado, hoje, são aquelas que eu escolhi a dedo para caminharem comigo. As que eu não suporto, não confio, não respeito, não se aproximam de mim, estão há quilômetros de distância. Quem eu quero, quem eu preciso, está aqui. Não preciso de outras, muito obrigada!

Parei com essa mania de ver minha forma de viver como precária, "pobre". Se ela me faz tão bem, para quê questionar? Perdi muito tempo com essa de "invejar" a grama verde do vizinho ao invés de regar e cuidar da minha. 

Isso aí, viver é a palavra de ordem. Hoje e sempre! Sinto-me em paz, da forma como sempre quis e busquei. E eu te digo, colega, isso é muito bom! =)

Ah!, e quanto às férias e aos porres, desses eu já me assegurei de que de fato acontecessem, hahaha!


E Caio, seja lá onde você estiver, tenho que dizer: obrigada por me entender, obrigada por entender esse ser tão complexo chamado ser humano.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

É gostoso de ouvir!


Tenho uma história antiga com essa música. Na voz do Dinho Ouro Preto me encanta. E cantada por esse garoto fiquei ainda mais apaixonada por essa letra tão linda!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eu não abro mão.

Eu abro mão de passar todo domingo com a galera no beira-rio. Deixo de usar minha camiseta furada do Guns N'Roses. Do futebol com churrasco justo na sexta-feira à noite. Abro mão de pescaria, despedida de solteiro, carro novo, acampamento onde Judas perdeu as botas e baile do chope no interior. De você cultivar suas velhas amizades eu não abro mão.

Abro mão de fartura de seios. Não faço questão de salto alto, chapinha no cabelo, unhas do pé bem feitas e maquiagem superprofissional. Eu abro mão de baixo índice de massa corporal. De barriga tanquinho, escassez de estrias, drenagem linfática, duas horas de esteira e coxas clonadas da Claudia Leitte. De você gostar de si mesma em primeiro lugar eu não abro mão.

Eu abro mão de beber café irlandês com chantilly. Deixo de comer salmão grelhado com vinho moscato. Não preciso de desova de peixe, petit gateau, risoto de congrio, canapé de palmito, vitela ao molho madeira, camarão na moranga e parilla uruguaia. Abro mão de restaurante franceses, coquetéis de lançamento e feiras gastronômicas. De ver sua alegria de cozinhas enquanto dou palpites eu não abro mão.

Abro mão do velho sonho de viajar de mochila pelo litoral brasileiro. Descarto aquela pós-graduação na Alemanha. De trabalhar quatorze horas por dia. Eu abro mão de férias no inverno, show do Oasis em Manchester, largar portfólio em São Paulo, da tranquilidade de morar em Gramado ou de um carro só para mim. Da paz que a tua presença me traz eu não abro mão.

Eu abro mão de dormires todo dia de pijama de seda vermelho sangue. Esqueço os filmes pornográficos, transa na escada de incêndio, cinta-liga rendada, abajur aceso e a ideia de entrar para livro dos recordes em qualquer modalidade sexual. Abro mão de strip-tease com trilha francesa. De fantasia de prostituta, enfermeira, diabinha, gueixa ou polícia florestal. De você se sentir minha mulher toda vez que nos amamos eu não abro mão. 

Abro mão de um primeiro beijo. Não me importo em nunca mais ter um primeiro encontro. Nego declarações exageradas de amor, poemas personalizados, chuva de pétalas e cartas escritas a punho. Eu abro mão de olhar 43, caça em baladas, ser acordado por desconhecidas, conquistas impossíveis ou desejar uma por semana. De olhar para você e não sentir uma falta desesperada de tudo isso eu não abro mão.



GABITO NUNES



sexta-feira, 10 de junho de 2011

Pedido de desculpas.

Sinto-me envergonhada por não ter aparecido por aqui há algum tempo. 
Apesar da faculdade estar tranquila, meus dias estão preenchidos por outras ocupações. Estou participando de uma chapa - Estação Universitária, Chapa 3-  que vai concorrer às eleições para o DCE da FURB agora no dia 16 de junho. Sou a Diretora de Imprensa da chapa e estou super empolgada. Entrei na chapa meio por acaso e agora estou engajada para que consigamos a vitória! 
Não sei se você sabe, querido leitor, mas eu adoro uma campanha. Não foi à toa que eu participei do projeto Vereador Mirim e do Grêmio Estudantil da escola. Gosto desse ambiente de disputa e ainda mais de poder vivenciar - se Deus quiser - a emoção da vitória! 
Agora ocupo minhas horas e com isso e com minhas leituras. Estou me sentindo muito bem, aliás. 
Quando eu tiver o resultado das eleições, publicarei aqui! E será um post alegre, pois tenho certeza de que ganharemos essa parada!

Então, até a próxima! =)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O desaparecido.

Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim.

Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão.

Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.

RUBEM BRAGA

quarta-feira, 18 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

O outro lado da palavra.

Sempre considerei a palavra despir como o ato de tirar a roupa. Nessa noite, porém, aprendi a atribuir outro significado a esse vocábulo.
Assistindo à peça "Estrangeiros", no teatro Carlos Gomes, na companhia da minha mãe e dos meus amigos Rúbia e Deh, refleti sobre como o ser humano se esconde atrás de suas "roupas": seu status social, seus papéis na sociedade, sua vaidade.. E questionei-me: será que teremos a coragem, um dia, de nos despirmos, tirarmos nossas armaduras, e mostrarmos quem realmente somos, sem nenhum pudor? Complemente nus, um de frente para o outro, indefesos, agiríamos de que forma? Não teríamos ao nosso alcance nenhum recurso, a não ser a verdade de quem somos, nossa real face. Seria humilhante para a maioria e libertador para aqueles que realmente entendem o significado disso tudo. 
Durante nosso crescimento as pessoas tentam impor as verdades absolutas do mundo, ditam regras de como viver, dizem para cada um o que deve pensar, como deve agir, o tom de voz, o olhar, a expressão corporal. Passamos por um treinamento intensivo de 'como ser um humano'. Tirar as diversas roupas que nos vestiram é complicado para aqueles que se negam a pensar a respeito. 
Preferem continuar seguindo a mesma trilha que um dia um bode abriu caminho. 

Criticam o teatro por dizer que ele não retrata a vida, que ele é pura fantasia. 
Tolos!
A arte imita a vida. E naquele palco, hoje, pude ver o quanto somos manipulados, e, acima de tudo, o quanto somos covardes!



terça-feira, 10 de maio de 2011

Um trecho de Divã.

Sou eu que começo? Não sei bem o que dizer sobre mim. Não me sinto uma mulher como as outras. Por exemplo, odeio falar sobre crianças, empregadas e liquidações. Tenho vontade de cometer haraquiri quando me convidam para um chá de fraldas e me sinto esquisito à beça usando um lencinho amarrado no pescoço. Mas segui todos os mandamentos de uma boa menina: brinquei de boneca, tive medo do escuro e fiquei nervosa com o primeiro beijo. Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu hermafroditismo cerebral. Adoro massas cinzentas, detesto cor-de-rosa. Penso como um homem, mas sinto como mulher. Não me considero vítima de nada. Sou autoritária, teimosa e um verdadeiro desastre na cozinha. Peça para eu arrumar uma cama e estrague meu dia. Vida doméstica é para gatos.
(Divã, Martha Medeiros, página 9)


Tirando a parte do "sou um desastre na cozinha", eu me considero a personificação viva dessa personagem. Li somente as primeiras páginas desse livro ainda, porém já assisti ao filme e tenho a certeza de que me divertirei ainda mais com a história e as dúvidas e os medos de Mercedes.
Recomendo o filme, recomendo a obra. E recomendo Martha Medeiros!

sábado, 7 de maio de 2011

Não mais lembrança. Agora é a realidade!

Hoje tinha festa na capela São José, que localiza-se no bairro onde moro. Antes de eu mudar de casa, em 2008, devido à tragédia que assolou a cidade de Blumenau, eu frequentava esse lugar, no mínimo, uma vez por semana. Vi essa capela ser construída com muito suor e com o empenho de toda a comunidade. As primeiras missas foram rezadas com um altar engembrado e no chão de terra. Aos poucos, o prédio foi contruído, foram comprados os bancos, um altar, a pia sacramental, e toda a estrutura necessária para que a capela se tornasse um local que pudesse abrigar a todos os irmãos e irmãs da comunidade foi adquirida.

Um terreno baldio tornou-se um local em que as pessoas pudessem se encontrar para rezar. Mais tarde foi contruída a área de festas, com barracas, churrasqueiras e cozinha completa. Assim, festas como a do padroeiro e de São João puderam se tornar tradição.

Minha família e eu sempre fomos muito presentes na Igreja. Meus pais moram há mais de 30 anos no bairro e conhecem todos que aqui moram. São figuras presentes na Igreja, na escola, na Associação de Moradores, enfim, em todos os locais que necessitam da participação de pessoas da comunidade. Com o tempo eu comecei a ajudar também. Com relação à capela, participava do grupo de jovens, em que montávamos peças de teatro, fazíamos parte do coro, das leituras de missa, nos encontrávamos aos sábados para conversar, tomar café. E participava, também, do planejamento e execução das festas. Geralmente ficava responsável, junto com outras pessoas, da barraca da pescaria. Fazíamos peixes, enchíamos uma caixa de água, enfeitávamos o local, arrumávamos os brinquedos, o caixa, as varas... e na hora da festança era só alegria e trabalho.

No dia em que todos esses momentos foram tirados de mim, senti que um vazio se formou em meu interior. Repentinamente, minha rotina foi modificada, fui afastada das pessoas que gostava. Saí do lugar onde me sentia confortável, do local que eu chamava de lar.
Dois anos se passaram, e eu voltei para meu lugar de origem. Estou novamente ao lado das minhas amigas, dos meus tios e primos, das pessoas que conheço desde que eu era beeem pequena. Nunca me senti tão feliz!
Na festa de hoje, que eu comentei no início do post, reencontrei tanta gente. E o melhor: todas sabem que sou, sabem meu nome, conhecem minha família há anos, me viram crescer, contam histórias de quando eu era pequena, sorriem, me abraçam, transmitem um carinho que é único. Não há lugar no mundo que eu sinta mais amada do que aqui no bairro onde moro. Posso viajar o mundo quantas vezes quiser e puder, mas tenho a certeza de que sempre retornarei para cá, para o meu cantinho, para o meu Zendron.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Imagens de um tempo incrível!

Essa semana estou carente, admito! Acho que li demais Caio Fernando Abreu e Martha Medeiros. Além, de ter refletido sobre minha situação atual de vida.

Vejo que muitas de minhas amigas estão namorando, ou pelo menos têm alguém ao lado delas a quem elas podem recorrer em um momento de extrema alegria ou angústia. Claro que tenho muitos amigos, amigos de verdade, que estão ao meu lado 24 horas por dia, 365 dias por ano (ou 366 em ano bissexto). Eles me abraçam, riem de mim ou comigo, oferecem seus ombros, estendem suas mãos, caminham ao meu lado, ouvem meus desabafos, me dão tapas na cara para eu acordar para a realidade... enfim, são anjos da guarda!

Porém, o afeto que eles me oferecem não supre uma certa necessidade que todo ser humano tem: ter alguém que te ame e que sussurre isso em seu ouvido à noite, que te esmague em um abraço, que sonhe contigo, que pense em você em todos os momentos e que viva ao teu lado compartilhando um sentimento único de confiança, companheirismo e amor.

Eu nunca tive isso. Não sei como é ter um cara do teu lado dizendo que gosta de mim, que quer minha companhia sempre.
Tive um namoradinho quando tinha 14, 15 anos, mas nem conta. Foi uma experiência, claro, entretanto éramos amigos, e somente isso. Não nos tratávamos como namorados. Parece estranho, mas é a verdade. Nunca tive um relacionamento sério!

Vivi todos esses anos sustentando ilusões, alimentando esperanças.
Eu dizia (e da boca pra fora ainda digo) que primeiro iria estudar para depois namorar. Penso, porém, como seria bom ter alguém me apoiando nesses momentos, alguém que me dê carinho, me telefone, diga que gosta de mim e se interessa por minha vida.

Dê tempo ao tempo. O ensinamento mais sábio que aprendi com meu pai!

Se alguém, um dia, quem sabe, gostar de mim pelo que sou, viverei ainda mais feliz.
Se isso nunca acontecer, viverei feliz também, com meus livros e gatos, mas com a estranha sensação de que está faltando algo...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uma do poetinha...

Encontrei um lindo poema no material de apoio de Teoria Literária que a professora Tuca fez para seus queridos alunos. O poema é obra do nosso poetinha, Vinícius de Moraes, e o título é Minha namorada.



Meu poeta, eu hoje estou contente
Todo o mundo, de repente
Ficou lindo, ficou lindo de morrer

Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de quê
Porque recebi uma cartinhazinha de você:


Se você quer ser minha namorada,
Ah, que linda namorada você poderia ser,
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ter,

Você tem que me fazer um juramento

De só ter um pensamento:
Ser só minha até morrer.

E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarinho
Essas estórias de você

E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber por quê.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

...

Tenho vontade de escrever sobre o que penso a seu respeito, mas, infelizmente, não tenho coragem. Vou continuar falando com as paredes, minhas eternas companheiras de monólogos...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Sonetando.

Meu professor de Língua Portuguesa, o querido Víctor, propôs à turma que tentássemos escrever um soneto (dois quartetos, dois tercetos), cujo tema seria gramática. Posteriormente, essa criação literária será publicada em um livro =)
Na minha primeira tentativa, escrevi algo sobre adjetivos e locuções adjetivas, mas admito que não ficou bom. Deti-me a somente citar a gramática e nem me peocupei com o ritmo das palavras. Então, fiz outro. Nesse, eu me libertei de uma situação que vem tomando espaço nos meus pensamentos. O resultado foi que, mesmo com termos que se referem à gramática, consegui com que o soneto emane poesia.

Para ninguém ficar na curiosidade, segue abaixo meu sonetinho..

Um dia, talvez.

Imagens de substantivos abstratos em um sonho surrealista
Tumultuam minha mente em crise
E desperto dessa visão ilusionista
Antes que o sentimento que fantasio se enraíze.

Tento não ser um agente passivo diante de supostos sentimentos
Quando percebo, porém, os fatos reais
Vejo-me diante de olhares indeterminados
E um ato sensato me faz ver que somos dois verbos impessoais.

Em um dia de outono, talvez, nos tornaremos sujeitos compostos
Concordando com um único verbo
E os pronomes de tratamento formais serão deixados no pretérito.

Nosso afeto se tornaria, enfim, um substantivo concreto
De dois sujeitos anônimos, antônimos
Seríamos dois termos companheiros, sinônimos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Páscoa = Natal

No mês de dezembro do ano passado eu escrevi sobre o real sentido do Natal, questionando o porquê das pessoas se preocuparem mais com os presentes e os arranjos natalinos do que com os verdadeiros problemas que afligem a nossa cidade e a sua população. Segue abaixo o post:


No dia 24 desse mês comemoramos a Páscoa. Para mim, que sou cristã, o significado dessa data, de uma forma objetiva, é a morte e ressurreição de Jesus Cristo. É tempo de refletirmos sobre sobre nossas vidas (não só nessa data, mas principalmente nela) e os caminhos que estamos seguindo; pesarmos nossas atitudes, nossas faltas, e pedirmos perdão a Deus. São dias que vêm para nos ajoelharmos e adorar aquele que morreu na cruz, que se sacrificou por todos nós.
Você, porém, acha que todas as pessoas estão preocupadas com isso, pensam dessa forma? Claro que não, infelizmente. Predomina o consumismo, como sempre. O que mais me preocupa é que as pessoas que se dizem cristãs são as mais consumistas. São caixas e caixas de bombom, ovos de Páscoa, amêndoas e outros tipos de doces; são arrnajos nas portas, nos quintais, dentro de casa; ensina-se às crianças sobre o coelhinho da Páscoa, mas nada é dito sobre as palavras de Jesus.
Daqui a pouco o real sentido da Páscoa será esquecido e somente importará às pessoas procurarem os ovos de chocolate escondidos em algum canto da casa.
É uma lástima. Espero que um dia tudo isso mude, que todos tenham consciência do significado dessa data.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O criador da Emília, sabe?

Comemora-se hoje, no Brasil, o Dia de Monteiro Lobato. Renomado escritor, alcançou enorme reconhecimento na escrita de livros infanto-juvenis. Foi o criador, por exemplo, do Sítio do Pica-pau Amarelo. As personagens Emília, Pedrinho, Narizinho, Dona Bento, Visconde etc., conquistaram as crianças - e ainda continuam! Monteiro Lobato também foi o criador da personagem Jeca Tatu, uma caricatura do povo brasileiro.

Na minha opinião, um dos seus melhores livros é O presidente negro, em que ele "prevê" que a maior potência econômica do mundo teria um presidente negro. Considerando que ele escreveu essa obra no século XIX, parece que ele acertou em cheio.

Recomendo Monteiro Lobato a todos, principalmente às crianças. Nenhuma geração deve ser privada desse mundo mágico de Emília e sua turma.

domingo, 17 de abril de 2011

Não sei o real motivo de me sentir assim, atraída por você. Praticamente só sei seu nome e duas ou três informações sobre sua vida, porém nada relevante. Há algo, entretanto, que faz com que eu me interesse por sua vida. Fico olhando fixamente para você, por alguns instantes, e vejo tanto mistério. Um olhar intrigante, um modo diferente de tratar as pessoas...

Muito se engana quem pensa que com isso eu estou dizendo que estou apaixonada por esse alguém ou que me sinto atraída fisicamente por ele. Não, não. Garanto que é curiosidade mesmo. Vejo algumas ações suas, percebo seu modo de pensar e me identifico um pouco. Talvez possa surgir uma amizade ou nossa "relação" será resumida a isso: uns cumprimentos espontâneos, mas raros e alguns olhares analíticos. Para mim, está tudo perfeito!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A hora da verdade CHEGOU!

Foi fácil? Nem um pouco.
Minhas mãos tremiam.
Consegui dizer tudo que o queria, tudo o que estava preso em minha garganta?
Com certeza!
Como sempre, fui educada, mantive a calma (externamente falando) e tentei elucidar a situação.
Infelizmente, a outra parte fez com que conversa tomasse outro rumo e falou o que não devia.
Eu poderia escrever durante horas sobre essa situação, mas não quero. Pela primeira vez, vou me recusar a escrever.
Para dizer bem a verdade, quero mais é esquecer. Sim, vou dar um ponto final e parar de sofrer por algo que não vale tanto a pena.

O que realmente importa? Tenho minhas amigas lindas e absolutas (Thata, Gabi e Ju, beijo) que me dão todo o apoio e confio no caminho que estou seguindo.

Tudo certo!