quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O que eu ando fazendo?

Nunca imaginei que criar algo útil, com suas próprias mãos, fosse tão satisfatório. No dia de hoje, com a ajudinha do meu pai, construí uma estante para os meus livros. Os coitados estavam tão amontadoados na outra estante que eu tinha, que resolvi tomar uma atitude e colocá-los em um lugarzinho bonito, arejado, onde eles estivessem organizados e à minha disposição.

De imediado veio a ideia de comprar uma estante, porém eu parei e pensei: por que não construir a minha própria estante?
Sairia mais barato, além de que ela sairia da forma como eu quisesse.

Resolvido! As tábuas, os parafusos e a tinta foram comprados. Mesmo com a perna machucada (sim, ela está enfaixada e tive que tomar uma injeção para dor. Mas isso é só um detalhe!) carreguei a madeira e comecei a montagem da minha futura companheira de quarto.

Meu pai de um lado, eu do outro. Parafuso daqui, ajeita dali, pinta acolá. E pronto! Nasceu uma estante branca de 2, 10m.

Amanhã já poderei ajeitar meus queridos livros nela. Ficarão lindos, um do lado do outro, por ordem de tamanho e assunto.
Teremos duas prateleiras para literatura, uma para assuntos gerais, outra para livros escolares, apostilas, pastas e umas caixinhas com cartas, materias etc e tal. Espaço para tudo e para todos.

E é com enorme orgulho que digo: criei minha primeira estante de livros. Faço votos de que ela dure por muitos e muitos anos e que abrigue muito bem as minhas preciosidades.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Edeltrude.

Sim, serei para sempre sua Trudinha.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Um conto.

Comentei que iria participar de um concurso de contos e que iria postar aqui, em primeira mão, as minhas criações.
Termeinei-as. São dois contos, mas hoje vou postar um somente. O outro ficará para uma futura postagem.
Para escrever esse conto, baseie-me em uma história real, de alguém que está muito próximo a mim. Com um pouco de ficção, consegui contar, brevemente, um episódio, dentre inúmeros, que vivenciei com essa pessoa.
Segue, então, o conto Não perca seu tempo, nem gaste seu dinheiro.

- Pode devolver.

- Mas, minha senhora, são flores tão bonitas. Tem certeza de que a senhora quer devolver mais esse buquê à floricultura?

- Ah! Quer saber? Deixe aí. Já não me importo mais.

E essa foi a curta conversa entre Dorotéia e o entregador de flores. Eles eram velhos conhecidos. Quero dizer, toda semana ele vinha à sua casa entregar um buquê de rosas e ela sempre recusava. Ele não entendia o porquê e nem estava interessado em saber. Em seu interior, tinha um pouco de medo dela, na verdade.

Apesar de ter a opção de levar uma vida tranquila, já que possuía sua independência financeira e não tinha filhos, Dorotéia optou por um caminho diferente, com relações conturbadas, vivendo uma trama que nem Freud conseguiria explicar.

Dois homens fazem parte da vida dela atualmente. Muitos porém, já passaram.
Conviver com Dodô - apelido carinhoso que um dos seus amores lhe deu - era complicado, pois parecia impossível saber o que se passava em sua cabeça, já que seus atos não coincidiam com o que ela falava. Quando menos se esperava, surpresas aconteciam.

Com relação aos homens, a novela era sempre a mesma: um encontro às escuras, uma simpatia imediata, ele vai a casa dela, tomam alguns drinques, saem algumas noites e, na semana seguinte, estão morando juntos.
Sim, isso mesmo. A aranha sempre arrasta a presa para a sua teia antes de matá-la. Dorotéia não executava as suas "presas", entretanto conseguia mudar a vida delas por completo. Depois de um curto espaço de tempo, Dodô se enchia do homem que estava ao seu lado e mandava-o embora. Nesse momento de rompimento, ela descobria que todos os homens rejeitados agem da mesma forma: choram, pedem desculpas até mesmo pelos atos que não cometeram e dão presentes. As rosas que ela recebe todas as semanas são de homens diferentes, mas com o mesmo propósito: reconquistar a sua amada.

Se um dia essas flores vão surtir efeito nesse mulher já amada por tantos?

Talvez, se ela, por ventura, se apaixonar pelo entregador da floricultura.



Eles existem.

Finais felizes existem, e podem ser vistos todos os dias. Para você conseguir o seu, basta ter fé. Um monossílabo cheio de significado.
Fé no que? Depende de você. Deus é meu maior aliado, pode ser o seu também. Mas não acho errado você crer numa estátua ou numa pedra.

A fé deve "morar" dentro de você. Deves acordar e dormir com ela te auxiliando em todos os momentos. Verás que sua vida tomará outros rumos, terá outro sentido. Os primeiros sinais: um sorriso permanente no rosto, nenhuma ruga de preocupação, paz no coração.

Passei por momentos complicados no fim do ano passado e início desse ano. Tive que agarrar-me na positividade e crer que tudo daria certo.
E deu!
Esse assunto de crença, fé e esperança pode estar se tornando pedante, entretanto acho necessário expô-lo. É uma necessidade do ser humano, é a forma dele acalmar sua mente e conseguir resolver todos os seus problemas. É uma fonte de força e coragem.

Eu creio, sempre, que a minha vida será melhor todos os dias. Acordo e olho para o céu como um gesto de agradecimento por mais este dia de vida. Durmo e agradeço pelas experiências que passei durante as últimas 24 horas.

Eu tenho tudo o que preciso. Luto por aquilo que quero. E não desisto porque tenho Deus ao meu lado.

Obrigada, Papai do Céu!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Toda situação tem seu ponto positivo.

Estou numa situação um pouco complicada no momento, mas isso será assunto de um post futuro, pois só escreverei sobre isso quando essa história tiver um final feliz.
O que quero dizer hoje é que sempre podemos tirar proveito de tudo o que acontece com a gente. Por mais que tudo pareça estar perdido, que tudo pareça estar errado, olhe para o lado positivo. O primeiro ponto seria a experiência adquirida; depois, a força e a coragem que nascem dentro de você. E, no meu caso, a inspiração. Situações ruins me inspirar para escrever. Estou tentanto escrever um bom conto para participar de um concurso e toda essa atmosfera de um pouco de tristeza, desespero, dúvida e medo, me dá ideias ótimas.
Quando eu terminar o conto, mostro a vocês.
Até breve! :)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mundo grande.

Nos últimos dias, Drummond não sai da minha cabeça. Resolvi, então, hoje, postar o poema Mundo grande, incluindo um vídeo com a voz de Carlos Drummond de Andrade recitando essas belas palavras.

Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.

Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.

Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem... sem que ele estale.

Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo...
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?

Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.

Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e
convocando ao suicídio.

Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está
crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.

Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.



domingo, 2 de janeiro de 2011

FELIZ ANO NOVO!


Ao lado das pessoas que amo eu iniciei este novo ano. Ao lado delas, sei que tudo posso. Ao lado delas, eu posso conquistar o mundo.

Nesse início de ano, desejo para as pessoas desse mundão: saúde, para continuarmos de pé; perseverança, para que não desistamos; paz, para que nossas almas se aquietem; amor, para que nos sintamos vivos; , para que consigamos suportar tudo que encontrarmos em nossos caminhos; alegria, para que possamos manter nossos belos sorrisos no rosto; força, para ultrapassarmos todos os obstáculos.

Que seus dias sejam iluminados, que os anjos te protejam, que as bênçãos de Deus sejam derramadas sobre você.

Um feliz e próspero ano!